Guia de Nuvens

Descrição e classificação das nuvens

A nomenclatura hoje aplicada às nuvens oficializou-se em uma conferência internacional de 1891, com base no sistema de Howard, consistemente elaborado durante o século XIX pelo meteorologista sueco Hugo Hildebrand Hildebranddson e pelo meteorologista inglês Ralph Abercromby. No atual sistema de classificação, as nuvens são divididas em dez gêneros, cada um dos quais se subdividem em espécies que se excluem entre si.

Os gêneros são agrupados em três estágios, correspondentes às nuvens altasnuvens médias e nuvens baixas, e em um grupo de nuvens de desenvolvimento vertical, cuja grande extensão cobre alturas ocupadas por mais de um estágio. Particularidades são expressas em termos de variedades e nuvens acessórias, mais de uma variedade podendo ser aplicada a uma determinada espécie.

As nuvens baixas vão até uma altude de 2km de altura em relação ao solo, as nuvens médias que vão dos 2km aos 8km de altitude e as nuvens altas que vão acima dos 8km até 12km de altitude.

Nuvens de baixas altitude:

– Stratus (St): se forma a menos de 1km do solo

– Stratuscumulus (Sc):

– Nimbustratus (Ns)

– Cumulus (Cu)
São as nuvens mais indicadas para o voo livre.

– Cumulusnimbus (CB)
Este tipo de nuvem começa na camada baixa e pode se estender até as altas altidudes.
São nuvens que todos pilotos devem prestar atenção pois são poderosas e podem se transformar em uma tempestade em poucos minutos.

Nuvens de média altitude:

– Altostratus (As)

– Altocumulus (Ac)

Nuvens de alta altitude:

Formadas por cristais de gelo.

– Cirrus (Ci)
Cirrus são nuvens que se formam na alta atmosfera. Elas estão entre 6 e 12 km de altitude, em uma temperatura inferior a 0°C. Por isso, são constituídas por cristais de gelo, que devido à ação dos ventos de grande altitude ficam com a aparência de novelos muito finos de cabelo branco. Têm um aspecto delicado, sedoso ou fibroso, de cor branca brilhante.

São formadas muitas vezes pela simples condensação do ar, mas às vezes são formadas pela evolução da bigorna de uma nuvem Cumulonimbus, pela evolução de Cirrocumulus e também pela transformação de Cirrostratus. As Cirrus estão associadas a tempo agradável e a sua direção indica a direção do movimento do ar a grande altitude.

Formam-se em massas de ar estável, quando a umidade e a temperatura são relativamente baixas. Às vezes são associadas a aproximação de tempestades, principalmente se halos forem vistos durante ou após a passagem das Cirrus.

– Cirrustratus (Cs)

São nuvens altas (acima de 6 km) com a aparência de um véu muito fino, esbranquiçado e transparente, de algumas centenas de metros de espessura, que pode chegar a cobrir o céu todo. Desenvolvem-se a partir da fusão de Cirrus ou de elementos de Cirrocumulus ou também pela expansão da bigorna de uma Cumulonimbus, e são formadas por cristais de gelo.

Às vezes, as Cirrostratus sinalizam a aproximação de uma frente quente, caso elas se formem após Cirrus e se espalhem por todo o céu e, portanto, podem ser sinais de que a precipitação pode seguir nas próximas 12 a 24 horas, ou nas próximas 6 a 8 horas se a frente mover-se rápido. Cumulus humilis ou Stratocumulus são frequentemente encontradas abaixo das Cirrostratus.

Quando são seguidas de nuvens médias, anunciam muitas vezes, com 1 ou 2 dias de antecedência, a aproximação de tempestades.

Por vezes são quase invisíveis e revelam-se apenas por um céu leitoso e um halo em volta da Lua ou do Sol, resultante da refração da luz nos cristais de gelo.

– Cirruscumulus (Cc)

Tipos de nuvens

 

Conteúdo gentilmente cedido por Alexandre Viana Vieira e Silva, Conceição da Aparecida/MG.

 

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